Justiça convoca empresários para depor em pedido de cassação da chapa do governador de RR

Ação movida pelo PSDB e o DEM acusa Antonio Denarium (PSL) e o vice, Frutuoso Lins (PTC), de compra de votos e caixa dois nas eleições em 2018.

Por Fabrício Araújo, G1 RR — Boa Vista

18/06/2019 17h46  Atualizado há 3 horas


Antonio Denarium (PSL) e seu vice, Frutuoso Lins (PTC), durante coletiva — Foto: Pedro Barbosa/G1 RR/ ArquivoAntonio Denarium (PSL) e seu vice, Frutuoso Lins (PTC), durante coletiva — Foto: Pedro Barbosa/G1 RR/ Arquivo

Antonio Denarium (PSL) e seu vice, Frutuoso Lins (PTC), durante coletiva — Foto: Pedro Barbosa/G1 RR/ Arquivo

Três empresários de Roraima foram convocados para depor à Justiça Eleitoral em um processo que pede a cassação da chapa do governador Antonio Denarium (PSL) e do vice, Frutuoso Lins (PTC) eleitos em 2018.

O processo foi movido em 14 de dezembro de 2018 pelos candidatos das chapas concorrentes lideradas por José de Anchieta (PSDB) e Abel Galinha (DEM), que acusam a chapa do atual do governado de compra de votos e caixa dois. Anchieta, ex-governador, foi derrotado no segundo turno das eleições e morreu em decorrência de um infarto quase 40 dias depois.

As intimações foram publicadas no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) e são assinadas pelo relator do processo, desembargador Leonardo Cupello.

Os empresários intimados a depor foram citados em depoimentos de testemunhas ouvidas pela Justiça em outra ocasião.

Dois dos empresários são sócios de diferentes redes de supermercado de Boa Vista. O terceiro é sócio de uma locadora de veículos e uma distribuidora de bebidas. Uma servidora pública e um funcionário da distribuidora também foram intimados a depor.

Na denúncia ao TRE-RR, o PSDB e o DEM acusam a chapa do atual governador de captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e arrecadação e gastos de recursos em desconformidade com a lei (caixa dois).

Procurada, a Secretaria de Comunicação do governo afirmou que a assessoria da campanha eleitoral de 2018 é quem deveria se pronunciar.

O responsável pela comunicação da chapa durante o período eleitoral e atual secretário de Comunicação Social, Marcos Eraldo Arnoud Marques, disse ao G1 que todas as contas da campanha foram prestadas à Justiça e que cabe a acusação provar os fatos.

"Isso de quem foi chamado para depor é com a justiça e cabe a parte acusada provar que as acusações são verdadeiras. A questão que fica é onde querem chegar com tudo isso?", declarou Marques.

No processo, ao menos 20 testemunhas foram ouvidas. O caso é acompanhando pelo Minstério Público Eleitoral.

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